17 - PESQUISA: OBRAS "NÃO-OBJETO" + ARTISTAS CINÉTICOS

  


OBRA MOLE - LYGIA CLARK - Essa obra me fez analisar pelo seguinte aspecto: a maneira como a estrutura se dobra e escorre pelas superfícies dá a sensação de que ela depende de um corpo ou de um ambiente para ganhar forma. Sendo assim, não parece haver uma composição final ou fixa, o que se torna muito interessante, haja vista que muda a relação entre obra e espectador a cada movimento. A obra deixa de ser um objeto fechado e passa a existir como uma possibilidade aberta, algo que se constrói na interação, o que é muito legal







ABRIGOS POÉTICOS - LYGIA CLARK Para mim, essas formas curvas e sobrepostas criam pequenos espaços internos, quase como conchas. Elas me fazem pensar em acolhimento e escuta, sendo assim, mesmo sendo formas sólidas, não se impõem pela forma, e sim pelo gesto que sugerem. Isso me fez ver o trabalho como um meio de experiência e não como uma imagem a ser contemplada (escultura)ARANHA AZUL - ABRAHAM PALATNIK - Ao olhar para a obra, a primeira sensação é a leveza do movimento contínuo que parece envolver o espaço ao redor. As linhas finas e entrelaçadas da estrutura remetem à delicadeza e complexidade de uma teia, enquanto a cor azul confere uma atmosfera calma. O movimento muda conforme o ponto de vista, fazendo com que o objeto pareça vivo, em constante transformação. A luz que pulsa ou varia intensifica essa sensação, destacando detalhes que se revelam e desaparecem, como se a obra respirasse.

 

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